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Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019

FUTEBOL BRASILEIRO

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a entidade máxima do esporte no país. Organiza todos os campeonatos em território nacional e representa o Brasil em competições internacionais através da Seleção Brasileira. Fica no Rio de Janeiro e seu presidente é José Maria Marin. As Federações estaduais regulam o futebol em cada Estado, ligadas à CBF, tendo uma autonomia para organizar os campeonatos e reconhecer clubes ou associações, bem como contratos de trasmissão pela TV.

O Brasil já conta com 11000 jogadores federados, 800 clubes de futebol e 2000 atletas atuando em todo o mundo. São 13000 times amadores participando de jogos organizados e quase 30 milhões de praticantes, em 300 estádios e 5 milhões de lugares. Dos US$ 250 bilhões anuais que o futebol movimenta no planeta, o Brasil contribui com US$ 32 bilhões. Anualmente, são fabricadas no país 4 milhões de chuteiras, 32 milhões de camisas para seus jogadores e 6 milhões de bolas de couro.

GRANJA COMARY

A CBF ergueu na serra fluminense, um dos mais modernos centros de treinamento do mundo para a Seleção Brasileira de Futebol, onde ela se concentra antes de grandes competições e jogos. É a Granja Comary em Teresópolis, não somente casa do time principal, mas no mesmo local, existem trabalhos com todas as demais categorias do futebol nacional já preparadas lá na Escola Brasileira de Futebol. Foi local escolhido para preparação brasileira visando o hexa na Copa do Mundo 2014.

A Escola Brasileira de Futebol nasceu vitoriosa e é considerado um centro de excelência do futebol nacional, pois alia experiência de profissionais com busca pelo aperfeiçoamento técnico e tático de atletas ou treinadores de todo o país. Tem incentivos da FIFA e CBF, ensinando tudo que o futebol pentacampeão faz em campo. Oferece cursos, formação, clínicas e eventos (palestras, congressos e seminários); para profissionais do futebol, quem atua no esporte, clubes e federações nacionais.

A “EBF” é resultado de parceria, entre a FIFA e CBF, criada com recursos do Programa “GOAL”. A sua sede técnica está na Granja Comary, onde hoje funciona o Centro de Treinamento da Seleção Brasileira em Teresópolis/RJ. O objetivo da EBF é modernizar, profissionalizar e capacitar o futebol administrativamente no país, além de unificar a qualidade e a comunicação entre as federações no intuito de reduzir diferenças regionais. Leva conhecimento para iniciantes e quem tem experiência.

Ela está aberta para convênios, alianças e/ou parcerias, para buscar novos recursos e desenvolver projetos junto ao setor público ou privado. Também estão entre seus parceiros, alguns organismos internacionais e meios de comunicação, na busca por um futebol mais organizado. A sede física da EBF foi inaugurada em fevereiro 2005 na Granja Comary: novas instalações tem auditório multiuso (100 pessoas), salas de reunião, cabeamento lógico inteligente, Internet sem fio e biblioteca virtual.

BRASILEIRÃO

O Campeonato Brasileiro da Série A ou Brasileirão, foi criado em 1971 pela CBF, para ser principal torneio de futebol em âmbito nacional. Teve como antecessores a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Ele ganhou consistência com a adoção, desde a edição de 2003, do sistema dos pontos corridos em 2 turnos, sendo o time que somar mais pontos campeão. Tal torneio cede vaga para competições como Libertadores e Sul-Americana, rebaixando clubes para 2ª divisão (série B).

A Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), que já é uma organização reconhecida pela FIFA, responsável por administrar e divulgar os recordes do futebol mundial, bem como também suas estatísticas aponta que “atual ranking da IFFHS aponta que o Brasileirão Série A é o segundo melhor campeonato de futebol do mundo superado apenas pela Liga Espanhola. Os direitos de transmissão pertencem a parceria da Globo e Band (TV aberta) e ao SporTV (fechada).

Uma das características históricas do Campeonato Brasileiro foi a falta de padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. A CBF fez planejamento para organizar o calendário do futebol nacional. Reduziu o tempo disponível para os Estaduais e adotou sistema de “turno e returno”. Também foi reduzido número de competidores de 24 para 20 em 2006. Com 8 títulos nacionais cada, Palmeiras e Santos são 2 maiores vencedores.

Agora, o Campeonato Brasileiro é disputado em “4 divisões”. Além da Série A, existem também as Séries B, C e D. Desde 1971, o mesmo ano da primeira edição do Brasileirão, a Segundona sofreu com a má organização durante sua existência. Nos 2 primeiros anos, Villa Nova e Sampaio Corrêa ganharam o título, mas não subiram para 1ª divisão. Desmoralizada, não foi realizada de 1973 até 1979 e só voltaria a ser disputada em 1980 como Taça de Prata. Em 2013, campeão foi Palmeiras.

Com o baixo interesse pela Série C, a CBF criou a Série D, para diminuir os participantes da C e aí torná-la atrativa: teve 40 clubes na sua primeira edição. A série C que tinha 64 equipes já passou a apenas 20 clubes, desde 2009. Na D, são 10 grupos com 4 clubes cada e definidos regionalmente, em seus campeonatos estaduais, classificando-se 2 times por grupo; na fase seguinte são os jogos eliminatórios, até sair o seu campeão: os 4 clubes que ascenderão à Série C, são os semifinalistas.

COPA DO BRASIL

Torneio criado em 1989, a Copa do Brasil de Futebol em suas primeiras edições ficava no segundo plano. Agora, ganhou maior importância devido a um número superior de participantes e por causa da vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte reservada para o seu campeão. É a única chance dos times pequenos (como o Santo André em 2004 e o Paulista de Jundiaí em 2005) conseguirem o tão sonhado acesso à Libertadores mesmo sem precisar do Campeonato Brasileiro.

A Copa do Brasil, disputada na primeira metade dos anos, é a única competição nacional que tem clubes de todos os Estados do Brasil, classificados a partir dos torneios estaduais do ano anterior. A disputa se dá no sistema “mata-mata”, ou seja, times divididos em chaves de dois, decidindo em 2 jogos, cada jogo com um deles como mandante. Aquele que conseguir mais pontos passa para a fase seguinte, onde o sistema se repete sucessivamente até a grande final, que decide o campeão.

Em 1995, foi estabelecido que nas duas primeiras fases, se o time visitante vencesse por diferença maior ou igual a 3 gols no jogo de ida, estaria automaticamente classificado para a próxima fase e no ano seguinte fixou-se que a diferença necessária para se qualificar como visitante na partida de ida é de 2 gols. Participam os 10 primeiros colocados do Ranking da CBF, mais 54 representantes das 27 unidades da federação, escolhidos pelos campeonatos estaduais ou por torneios regionais.

ESTADUAIS

Organizados pelas federações estaduais, é disputa entre os clubes de cada unidade da federação, sempre no início do ano. A fórmula é diferente em cada Estado variando conforme própria tradição, cultura, mercado e vontade de dirigentes locais. Alguns criam diversas finais, turnos e repescagens ao longo do torneio; enquanto outros, como o Rio de Janeiro, mantém a mesma há décadas. Seus campeonatos continuam com alta rivalidade. Em alguns há apelidos como do Paulistão e Gauchão.

JUSTIÇA DESPORTIVA

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é órgão jurídico no âmbito desportivo no Brasil, sendo o responsável por julgar casos envolvendo clubes e/ou atletas. Tem participação em julgamentos de casos de suspensão por cartões vermelhos e amarelos, agressão ou “doping”. O seu órgão inferior é o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que atua a nível estadual. O atual “Estatuto do Torcedor”, é vem sendo aplicado, para proteger os interesses do consumidor do esporte no papel de torcedor.

É o órgão administrativo máximo que discute e define as legalidades do esporte no Brasil em sede administrativa, cabendo ainda possibilidade da análise da matéria pelo Poder Judiciário, conforme previsão da Constituição. Decisões tomadas pelos Tribunais de Justiça Desportiva estaduais serão questionadas através de recursos ao STJD que se baseia em um sistema semelhante ao do Poder Judiciário. As denúncias são dos procuradores do STJD, da mesma forma que o promotor público.

A denúncia é analisada em 1ª instância pela nomeada “Comissão Disciplinar”. São 4 comissões no total com 5 auditores cada, que são o júri. É possível o recurso em 2a instância chamado de Pleno, composto por 9 auditores: 2 indicados pela CBF, 2 por sociedade civil (OAB) e um do Sindicato dos árbitros (ANAF). Decisões de 1ª instância podem ter efeito suspensivo por ordem do presidente do STJD, que se decidir reverte 50% das penas em multas. Os seus membros, não são remunerados.

ESTATUTO TORCEDOR

O Estatuto do Torcedor, como ficou conhecida a Lei 10.671/03, é resultado de histórico conturbado no futebol brasileiro. De autoria do Executivo e sancionada em 15/5/2003, a lei objetiva proteger os interesses do consumidor dos esportes no papel de torcedor, obrigando instituições a estruturarem o esporte no país de forma organizada, transparente, segura, limpa e justa. A lei criou o Ouvidor da Competição para sugestões ou reclamações, penalizando dirigentes e entidades não cumpridoras.

CÓDIGO BRASILEIRO

O esporte brasileiro deu mais um passo rumo à modernização, com a reforma aprovada no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Além de adequar algumas normas às internacionais, como a questão do doping, a reforma procura sanar distorções. Durante a pesquisa pública pela qual sua reforma passou, várias queixas, de que havia concentração de poder nos Tribunais Desportivos. A instalação de colegiados torna o pleito mais justo além de prever mais imparcialidade de membros.

Antes da aprovação da reforma, o presidente do Tribunal Desportivo indicava o relator de processo e agora é escolhido por sorteio dos membros. Outra mudança com impacto nos julgamentos é a de utilização de imagens televisivas, no caso do árbitro da partida não ter visualizado. Antes o recurso era vetado. Para as pequenas agremiações a boa notícia foi a redução das multas. A pena máxima de R$ 100 mil não foi alterada, mas beneficiou quem não cumpria certa multa por falta de recursos.


ZAGALO

Nascido em Maceió em 1931 marcou época por sua obsessão com o número 13 e venceu 4 Copas com a Seleção. Foi peça-chave no esquema tático que trouxe ao Brasil seu primeiro título de Copa do Mundo, em 1958. Na Copa seguinte sagrou-se bicampeão mundial em 1962 no Chile. Pendurou as chuteiras em 1965, com 34 anos. Zagallo substituiu João Saldanha, no comando do time que foi o maior de todos os tempos: Brasil de 1970, tricampeão na Copa do México (6 vitórias em 6 jogos).

O “Velho Lobo” seguiu no comando do escrete nacional até a Copa de 1974 na Alemanha, quando perdeu a semifinal. Treinou seleções do Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes que classificou para o Mundial de 1990. Retornou à Seleção em 1994, como coordenador técnico e tetracampeão nos EUA. Retomou o cargo de treinador na Copa de 1998 e de coordenador na Copa de 2006. É o primeiro e único no planeta, a já ter vencido Copa do Mundo como jogador, técnico e coordenador.

JOGOS OLIMPÍCOS

Nos Jogos Olímpicos, o Brasil jamais tinha ganho uma medalha de ouro. Chegou perto em 1984, 1988 e 2012 mas teve que se contentar com medalha de prata (derrotado pela França, URSS e México). Ainda possui 2 medalhas de bronze em 1996 (após ser desclassificado pela Nigéria, a qual se tornaria então campeã) e em 2008 (após desclassificação pela Argentina). A medalha de ouro olímpica do futebol, era o único título organizado pela FIFA que o Brasil ainda não conquistava.

JOGOS PAN-AMERICANOS

Já nos Jogos Pan-americanos, a situação é melhor: o Brasil ganhou 4 medalhas de ouro em 1963 em casa), 1975 (dividida com México), 1979 e 1987. Ainda tem 2 medalhas de prata de 1959 e 2003, além de uma de bronze em 1983. Em 2007 o Brasil tentou conquistar no Rio sua 5ª medalha de ouro, porém foi eliminado pelo Equador, que acabaria campeão pan-americano: foi nos Pan-americanos 2007 na cidade sede da Olimpíada de 2016 (quando faturou Ouro).