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Segunda-Feira, 11 de Novembro de 2019

A “Fédération Internationale de Football Association” (FIFA), foi fundada em Paris, a 21 de maio de 1904, após os 7 representantes da França, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Suécia, Holanda e Suíça firmarem um pacto. Pouco depois foram criados os primeiros estatutos FIFA, incluídas aí as regras pelas quais o jogo seria disputado. Intenções de criar a grande competição internacional de futebol começaram. O encontro do primeiro Congresso da FIFA discutiu a futura competição internacional.
 
O futebol já estava começando a ser praticado em vários países da Europa fora da Grã-Bretanha e viram a necessidade de se criar Organização reguladora do esporte. Os britânicos estavam contra  pois não aceitava outra entidade que não fosse a Football Association. Em união entre as 7 citadas associações de futebol, foi criada oficialmente a FIFA como instituição dirigente do futebol mundial, responsável por muitos aspectos, desde publicar as Regras do Jogo até organizar torneios globais.

A Fédération Internationale de Football Association (FIFA) é uma associação regida pela legislação suíça, fundada em 1904 e sediada em Zurique. Ela é hoje composta por 209 federações nacionais e tem como objetivo de acordo com os Estatutos, a melhora contínua do futebol. A FIFA conta com 310 colaboradores procedentes de 35 países e formada por: Congresso (órgão legislativo), Comitê Executivo (órgão executivo), Secretaria Geral (órgão administrativo) e comitês (auxiliam Executivo).

Com as suas 209 federações afiliadas o órgão máximo do futebol mundial é apelidado de “ONU do futebol”.  Somente entre 1975 e 2002, mais 60 federações foram admitidas como membros. A FIFA presta ajuda financeira e apoio logístico às federações, por meio de programas, garantindo direitos e obrigações. Como representantes da FIFA nos países, respeitam estatutos, objetivos e ideais da comunidade internacional do futebol: 270 milhões de jogadores, treinadores e árbitros pelo mundo.

A entidade é composta por um corpo supremo que é o Congresso da FIFA, ao lado da Assembléia composta por um representante de cada federação nacional afiliada à entidade. Os seus Estatutos equivalem à Constituição, com regras das competições, transferências, dopping e inúmeros outros assuntos. O Congresso, seu órgão mais importante, é Ordinário ou Extraordinário, com o poder de decidir alteração nos Estatutos, julgar propostas do Comitê Executivo e eleger presidente da FIFA.

Os órgãos jurídicos da entidade são o Comitê Disciplinar e o Comitê de Recursos. As suas funções estão dispostas no Código Disciplinar da FIFA. Em 2004, o Comitê Executivo sancionou um Código de Ética elaborado pelo Comitê de Ética e Fair Play. O secretário-geral da FIFA, é auxiliado por 25 comitês permanentes, tomando decisões cruciais sobre o futuro do futebol. É estabelecida sob leis da Suíça, com sede na cidade de Zurique. A FIFA é filiada ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

A FIFA passou por expansão inacreditável, mudando-se de Paris para Zurique. Em maio de 2006, teve uma nova mudança, dessa vez dentro da própria cidade, saindo do bairro de Sonnenberg e se instalando na “FIFA Strasse”. Em 29 de maio de 2007, sua nova Sede foi oficialmente inaugurada, antes do 57º Congresso. Em 2014, a FIFA celebra o seu 110º aniversário, data muito especial para a entidade máxima do futebol, agora que o Brasil sedia sua outra Copa do Mundo, 64 anos depois.

A sede da FIFA é o quartel-general da entidade, com o espetacular edifício projetado pela arquiteta suíça Tilla Theus. O conjunto que reúne num só endereço administração, treinamento, conferência, logística e centro esportivo, impressiona pela forma como se harmoniza com o verde circundante: a floresta remanescente e áreas de recreação foram mantidas intactas. O projeto buscou promover e implantar, de um modo simultâneo e pioneiro: sustentabilidade, flexibilidade e eficiência energética.

Também é exemplar em termos ambientais: priorizou o conceito ecológico e econômico de energia ligado a instalações modernas, integradas com área de recreação próxima, construindo prédio sem emissão de poluentes. Optou pela rejeição do uso de combustíveis fósseis e de emissões de CO2, além da adoção das tecnologias energéticas eficazes. O seu conceito de iluminação artística, é do norte americano James Turrell. Do Brasil utiliza granito (cinza ou preto) e lajes de lápislazúli (azul).

O moderno edifício é dividido de acordo com princípios funcionais. A parte frontal contém o foyer, o auditório, os escritórios da administração e as salas de conferência dos andares de subsolo; com o corpo do edifício sediando os escritórios restante, assim como a garagem subterrânea, as salas de almoxarifado e outras instalações. Com áreas para sentar o foyer dá acesso ao pátio interno, salas laterais, grande parque e campos de futebol (grama sintética ou de areia, assim como minicampo).

A Subdivisão de TV da FIFA atende exigências de transmissão, mídia e tecnologia do século 21. A rápida convergência dos meios de comunicação e proliferação de conteúdos, torna importante que detentores dos direitos, anunciantes e patrocinadores se destaquem. Com Copa e outros eventos, oferece conteúdo de qualidade para emissoras do planeta todo com exclusiva programação, como arquivo dos filmes, imagens dos torneios anteriores e astros atuais, DVDs e documentários oficiais.

Robert Guerin foi o 1º presidente eleito da FIFA e logo a Inglaterra entrou, seguida por Alemanha, Áustria, Itália e Hungria. Na 1ª competição internacional em 1906, a Suíça sediou as semifinais e finais. Com a substituição do mandatário pelo inglês Daniel Woolfall, sua prioridade foi estabelecer regras para uniformizar a prática do jogo em nível mundial. As regras vieram do modelo inglês do futebol. Ele fixou o francês idioma oficial e membros da América como Chile e Argentina entraram.

Jules Rimet assumiu o cargo de Woolfall em 1921 e em 1928, a FIFA modelou o torneio Copa do Mundo após os bem-sucedidos Jogos Olímpicos. O próximo presidente Seeldrayers viu o montante de nações participantes e aumentou para 85, quando a FIFA chegava a 50 anos aprovando novos estatutos, antes de ser sucedido por Arthur Drewry que morreu após ser nomeado o presidente. Sir Stanley Rous, um antigo árbitro, tornou-se o 6º presidente sob sua administração a FIFA expandia.

Rous iria estender o seu mandato por mais 4 anos, mas foi nomeado como Presidente Honorário e sucedido em 1974 pelo brasileiro João Havelange, que atraiu novos países, aumentou funcionários e construiu escritório extra em moderno prédio, permanecendo no cargo por 24 anos. Fez também o seu sucessor, Joseph Blatter, a quem já havia promovido a secretário-geral: tornou-se presidente em 1998; sob seu mandato a Copa do Mundo continua como o maior torneio de futebol da história.

O Comitê Executivo da FIFA definiu em 3 de março de 2011, os anfitriões de vários Mundiais entre 2012 e 2015, em reunião na sede na Suíça. Depois, abriu-se o período de candidatura a sede de 5 outras competições oficiais entre 2016 e 2017. As atuais 209 federações afiliadas eram convidadas a demonstrar interesse em organizar Mundiais Femininos Sub-20 e Sub-17 em 2016, os Mundiais Masculinos Sub-20 e Sub-17 em 2017 e a Copa do Mundo de “Beach Soccer” da FIFA em 2017.

Foi decidido que a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2012 aconteceria no Uzbequistão; a Copa do Mundo Sub-20 de 2013 na Turquia; a Copa do Mundo Sub-17 de 2013 Emirados Árabes Unidos; a Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2014 na Costa Rica; a Copa do Mundo Sub-17 de 2015 no Chile; a Copa do Mundo Sub-20 de 2015, na Nova Zelândia; e por último Copa do Mundo Feminina de 2015 e Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2014, ambas sediadas por Canadá.

Agora surgiu uma briga da Fifa com as federações de esportes de inverno de todo o mundo porque as entidades que representam o hoquei, esqui e outras modalidades, lançaram iniciativa no Comitê Olímpico Internacional, para impedir que se mude a data da Copa 2022 para o inverno. Jogadores e treinadores reclamam das altas temperaturas em junho e julho no país árabe. O novo presidente do COI Thomas Bach, se reuniu com Blatter: 2 entidades prometem respeitar calendário esportivo.

A essência toda do futebol, a modalidade esportiva mais popular nos 5 continentes, está em seu implemento mais simples: a Bola. Mas tem de ser um tipo especial de bola, com habilidade de voar pelo ar quando direcionada pelo jogador e o mais importante, repicar de uma forma previsível. Foi somente com um desenvolvimento de uma bola que repicava e proporcionava a pura satisfação de chutá-la de jeitos variados, que fez do Futebol o jogo de maior sucesso na história da humanidade.

As primeiras bolas já tinham uma abertura por onde entrava a câmara inflável de borracha. O maior problema surgia na hora de cabeçear, quando aquele cadarço que amarrava a fenda machucava a cabeça dos jogadores, por isso muitos deles usavam uma touquinha. Na década de 40, a bola que imperava nos gramados brasileiros tinha uma costura interna, sem a abertura e sem o cordão. Mas o seu couro marrom ficava bastante encharcado nos dias de chuva ou em campos cheios de lama.

As bolas são finalizadas, tradicionalmente, à mão por costureiros habilidosos, apesar de cada vez mais serem produzidas por máquinas. Leva-se cerca de 4 horas, para se produzir uma bola feita à mão com 1400 a 2000 pontos, costurada de dentro para fora. Antes da última peça ser finalizada a bola é virada do lado avesso, uma válvula de borracha é inserida e um último ponto é dado usando ferramenta curva especial, para puxar fios de dentro da bola e garantir o acabamento liso perfeito.

Quase toda bola de futebol fabricada hoje em dia é feita de couro sintético porque a sua espessura varia muito menos do que a do couro natural. Normalmente, uma bola consiste de várias camadas de material que são revestidas com uma cobertura à prova d’água. As camadas já são impressas e na seqüência cortadas em gomos de diversas formas, normalmente pentágonos e hexágonos além de retângulos ou outras formas, que são cuidadosamente costuradas juntas, para se formar a Bola.

A partir da Copa de 1962, a bola passou a ser fabricada com 18 gomos, ganhando uma forma mais perfeita e estável. A cor branca, que sempre foi usada nos jogos noturnos, também é preferida nos diurnos depois da Copa de 1970. Hoje as bolas são filhas da tecnologia. Como referência o modelo da bola da Copa de 1994, desenvolvida com várias camadas de material sintético, que potencializa os chutes com alta durabilidade e resistência. Até a Jabulani de 2010 com seus 8 gomos sintéticos.

O Conceito de Qualidade FIFA para as Bolas de Futebol contribui para a missão de “desenvolver o jogo e construir futuro melhor”. Fabricantes devem produzir bolas sob condições de trabalho justas e sem trabalho infantil. Os lucros gerados com taxas de licenciamento das bolas são repassados a programas sociais com crianças beneficiárias: movimento Futebol para Esperança da “Independent Monitoring Association for Child Labour”, que monitora centros de costura já operando desde 2003.

De acordo com normas Internacionais do Futebol, a bola deve ser esférica com o invólucro exterior de couro ou em outro material apropriado. Não poderá ser empregado em sua confecção, nenhum material que possa representar perigo aos jogadores. A 1ª bola fabricada para um Mundial da FIFA foi a Telstar usada no México 1970. Somente 8 anos mais tarde, a Tango feita para Argentina 1978 foi tão futurística, que serviu de modelo para as bolas das 5 edições seguintes da Copa do Mundo.

A bola utilizada na Copa do Mundo de 2006 foi fruto de muita tecnologia. Fabricada com uma nova configuração de 14 gomos, a bola já passou por diversos testes realizados em laboratório antes de ser aprovada pela FIFA. Agora a alta tecnologia revolucionária permite que os jogadores coloquem em ação todas habilidades, já que as qualidades e atributos da bola permanecem 100% idênticos, em todos os chutes. Até nome próprio a bola recebeu: “Teamgeist” que significa espírito de equipe.

JOÃO HAVELANGE

Dois dias antes da abertura do 10º Campeonato Mundial de Futebol, na Alemanha em 1974, Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange ou simplesmente João Havelange, trocou a presidência da Confederação Brasileira de Desportos que comandou por 18 anos (1956-1974), pelo posto máximo do futebol internacional: presidência da FIFA. Empresário e advogado, ele praticou Natação e Pólo aquático profissionalmente, obtendo uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 1955.

Havelange permaneceu no cargo por 24 anos. Ele também aumentou lá o número de participantes na Copa do Mundo, de 16 para 24 na edição de 1982, proporcionando mais vagas para equipes da América, África e Ásia participarem da competição. Antes de deixar o seu cargo, em 1998, acertou   novo aumento no número de participantes na Copa, de 24 para atuais 32. De 1963 até 2011 ele foi membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e em 1998 era eleito presidente de honra da FIFA.